Como vencer as dificuldades e levar a tecnologia para a sala de aula?

Atualizado: 30 de Mai de 2019

Alex M. Ribeiro Jr. | Maio de 2019 | 3 minutos de leitura


A BNCC trouxe à tona novos paradigmas acerca do quê deve ser ensinado ao aluno — e como o deve ser. Apesar de positivos, trazem consigo inúmeros desafios ao seu entorno, sendo um dos principais a insegurança do professor em utilizar ferramentas digitais em suas práticas pedagógicas


Neste artigo você, professor, encontrará 3 valiosos passos para lidar com os desafios intrínsecos aos novos paradigmas trazidos pela BNCC.


1. Entender a importância do "digital"


O primeiro passo para aplicar tecnologias em sala de aula é entender sua importância.


Então, aqui vão alguns bons motivos para você entender o impacto e a importância da tecnologia em direção ao desenvolvimento das principais habilidades requeridas pela BNCC:


A tecnologia pode aproximar as realidades de professores e alunos


Contextualizada, a tecnologia aproxima a rotina da sala de aula àquela vivida pelo aluno em ambientes extra-classe. Desta maneira, compartilhando a mesma rotina, professores e alunos desenvolvem maior empatia um pelo outro.


Os professores podem visualizar melhor as dificuldades dos alunos


Neste ponto, entra em cena um dos maiores benefícios da tecnologia na sala de aula: a utilização de dados para a personalização da Educação.


Principalmente a partir da Inteligência Artificial, muitas plataformas geram os famosos relatórios de aprendizagem, que auxiliam professores a identificar em que pontos os estudantes apresentam maior ou menor dificuldade. Para isso, essas ferramentas se alimentam de dados como índices de erros e acertos e Reconhecimento Facial — que obtém conclusões acerca de aspectos socioemocionais dos alunos.


(Um ótimo exemplo de boa prática é a gamificaçãoclique aqui para saber mais)



Há maior tempo de ensino 1-1 (personalizado)


Graças aos chamados Learning Management Systems, que fornecem suporte pedagógico e operacional aos professores, eles podem se libertam de atividades operacionais e utilizar o tempo para realizar uma interação mais personalizada com cada estudante.



2. Comece simples (low tech)


Se você não tem grande experiência e conhecimento acerca de ferramentas digitais, comece simples!


Você pode inserir algumas ferramentas básicas, a fim de entender sua capacidade de lidar com elas; e aumentar o nível de "complexidade" à medida que se sentir mais seguro.


Seguem alguns exemplos de low technologies para se aplicar em sala de aula:


- Pacote Office

- Aplicativos para interação por meio de perguntas e respostas

- Atividades que envolvem pesquisa e uso da internet

- Redes Sociais (Ex: criar grupos no Facebook e WhatsApp, utilizando-os como um canal de comunicação entre o professor e os alunos)



3. Aprenda com os alunos


Antes das provas, não é raro encontrar estudantes desesperados folheando livros à procura das respostas corretas. O interessante é que eles procuram fora e não dentro de si; isto é, os estudantes não se apropriam do conhecimento.


As práticas pedagógicas até então dominantes são baseadas na transmissão do conhecimento — nas quais o professor, seu proprietário, o empresta ao aluno.


Talvez pela primeira vez na história da Educação, estamos em um momento em que dar voz e protagonismo ao estudante não é só uma questão de "ser a melhor coisa a se fazer"; é uma questão de "ser a (única) melhor coisa a se fazer".


Muitos professores dizem: "aprendo tanto com os meus alunos, quanto eles aprendem comigo". E eles nunca estiveram tão certos. Hoje, duas gerações são a grande maioria nas salas de aula da educação básica: as gerações Z e Alpha (nascidos no início dos anos 2000 e nascidos após 2010; respectivamente)



Se para a geração Z , a tecnologia é rapidamente absorvida como um conhecimento ou habilidade, para a geração Alpha ela é absorvida como um instinto. Muitos aprendem os primeiros comandos em celulares e tablets antes mesmo de andar.


A alta exposição à tecnologia, desde a primeira infância, torna estes estudantes extremamente habilidosos em entender e aplicar novas ferramentas digitais. Habilidades as quais, as gerações anteriores dificilmente adquirirão ao longo da vida.


Se antes, o professor se apropriava do conhecimento e das práticas pedagógicas. Hoje, o uso da tecnologia e a construção de conhecimento devem realizadas de forma integrada e cooperativa.


Só assim, professor se apropriará das novas (e tecnológicas) práticas; e alunos, dos conhecimentos.




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